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// LanuxLand 101
Too lazy to be ambitious, I let the world take care of itself. Ten days' worth of rice in my bag; a bundle of twigs by the fireplace. Why chatter about delusion and enlightenment? Listening to the night rain on my roof, I sit comfortably, with both legs stretched out. - Zen Master Ryokan (1758–1831)

Becoming

Posted: July 2nd, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Jardim descuidado em dia de chuva: alagado de silêncio por fora, alagado de barulho por dentro.

Ao léu, uma lagarta em posição de lótus ouve o diálogo na beirada:

- Quieto, monge… assim você não entende.
- Eu tento… mas é que ao mesmo tempo existe esse medo…
- Medo?
- Medo de não conseguir, de não chegar lá.
- Fuck! Não há ninguém aí para conseguir, monge… não há ninguém aí para chegar lá. Quem é que vai sentir medo?
- …

Emaho! Meu guru são as situações, ele disse um dia. Nada mais certo. O olhar dele é como o acaso, você simplesmente não consegue.


Tatum e o vazio

Posted: June 29th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Mais um eco, ouviu? Tudo no mundo é eco. O som titubeia definição, mas lá no fundo, no coração e no nervoso, a gente só entende o que quer, só aceita o que reconhece: percepção-desperdício, sacou gringo?

- Lou… you’re just a crazy bastard, trying to write down a romantic thing about a woman… just relax.

- …

Cada vez menor, cada vez maior: o bom do fluxo é que ele faz cócegas.


Humaitá

Posted: June 12th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

Conheci essa mulher num sofá azul de novembro. Dizia-se que dançava ao vento, explicação sensível por seu andar murmurado. Reparei logo: beleza de inspiração.

A inconstância herdada do mundo trouxe-lhe os olhos pequenos que transpareciam abismos. Um sorriso, um adeus, um resto de perfume que era teu….

Pausa para o silêncio.

Fui feliz pra sempre quando descobri que sutilezas não se encontram apenas no bem-me-quer. Tudo na vida é um questão de perspectiva…

- Moço, esse seu copo tá meio cheio ou meio vazio? Posso levar?


Deita, tempo bom tem pressa

Posted: May 16th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Ela havia imaginado, bem antes da hora, nascer num vestido azul-flor, arrodeado por manhãs. Um vestido sem nuvens nas costuras, vazio, amplo e sem aquele aguaceiro indiscreto no balançar…

O médico iria olhar nos olhos da sua mãe e sorrir por não saber o que fazer.

Ela ficaria quieta, impertubável:

- Uma piscada para tirar o sangue do olho, talvez. Melhor não perder nenhum momento desde o começo.


Botânica

Posted: March 21st, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Chamava-se Marlene. 25 anos carregando um doce par de olhos verdes e lábios de aquarela: luz e umidade apontando a culpa.

- Rapaz, nunca vi uma coisa dessas…

Ela olha pra cima e te dá um beijo na boa: tem dias de sim, de não e desses de nem fudendo, sir.


Café, pão e manteiga

Posted: March 8th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Dia de sol e chuva. Desses. Nem quente, nem frio. Nem de verdade, nem de mentira. Um dia lomo, saturado, como todo entardecer amanhecido.

O casal de pijama, pele pálida e muito tempo de sobra a desandar na janela:

- Barulho de chuva é bom…
- É…
- Eu poderia passar a vida toda ouvindo isso.
- A vida toda ouvindo…

Sorrisos e mãos bobas na varanda.


No changes detected

Posted: February 23rd, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Tamancos brancos, dedos amarelos e aquele cabelo breu lisinho a se derramar sobre as costas do papel vegetal. Michelle era assim no começo. Tão bela que acabou virando flor no final.


Laguna Blue

Posted: February 9th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Afinal, tudo que fica vai desaparecendo aos poucos, é beleza de calçadão, folha caindo no verão.

E toda vontade é de mentira, toda saudade é de mentira, todo jazzinho é de mentira: não há “não” ou “sim” a obedecer ou a discordar.

- Não leve as cores tão a sério, darling…

Um dia tinto, um dia brownie. Eu, você e nossas manias.


Easy skanking

Posted: January 29th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Essa menina sossegada não tem porquê. Nem livro, revista ou terapia. Essa menina sossegada é visão pura, é mar parado, céu aberto e cheiro bom.

Mas é um dia assim e outro nem tanto, sabe como é.

O sábio que passa, rindo ao largo, manda dizer que não há mistério: não é difícil…

Nada é realmente difícil, Mr. Lee.


Paginação

Posted: January 24th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Menino-grilo, sensatez é feito poesia, tem dois lados. Saber escolher é o desafio. Acertando, o mundo é teu.

- Não entendo… borboletas, feijoadas e contas de banco, qual o sentido disso?
- O sentido é perceber que eles devem ficar em seus lugares. Aí eles somem…
- Uma borboleta vai sumir se eu mantivê-la no seu lugar?
- E uma feijoada? Há, há há!
-…


A little bit more, pls

Posted: January 18th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Perto de você sou um menino sem cheiro. Se brincar, nem beirar eu beiro.


Lembre-se de esquecer

Posted: December 18th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

Existe algum detalhe de antiguidade no olho dela. Algo de monge tailandês mendigando atenção só pra te ajudar…

Beleza. O vento pára e o prajnaparamita ecoa:

- Forma é vazio, vazio é forma.

Nunca algo fez tanto sentido, darling.


Dois mais dois são um

Posted: December 10th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

- Sabe… aconteceu.
- Sei.
- Descobri que tudo não passa de…
- Shhh! Não atrapalhe as coisas, pequeno.
- …

Olhar, perceber… acordar de um, entrar em outro.


Vento verde

Posted: December 8th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Porque mais triste do que planta em vaso, é menina na janela.

Encanta.

E não a resposta ou questão verdadeira para isso.


Uma coisa assim jasmin, sabe?

Posted: December 1st, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

A hora certa raiou com um beijo e um silêncio de três respirações.

Mas olhando daqui, só duas bastavam… ou nem isso. Pois era uma dessas manhãs auspiciosas de novembro, com cara de fim de tarde, onde o tempo se fantasia de vendedor de rosas e fica a dançar entre os carros cabisbaixos, parados nos sinais de trânsito das grandes cidades…

Maria nem prestou muita atenção, mas ele comentou haver gostado do cheiro do hálito dela.

Andaram.

E quando terminou, terminou.


Refúgio

Posted: November 27th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Ana e Gustavo eram dois e sabiam disso.
Soubessem um pouco mais, desconfiariam das próprias certezas.
Cada um, cada um. Nem um, nem dois.


Where’s the party?

Posted: November 19th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Casal espreguiçado em banco de praça, rodeado de aliterações:

- O céu me perguntou uma coisa ontem e eu fiquei pensando…
- Responder ao céu deve ser difícil.
- Nada… fiquei pensando na resposta não. Fiquei pensando…
- Hum…

É incrível o que se encontra quando não se procura mais nada.


Have yourself a sweet song

Posted: October 9th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

É assim.

Interrogacão em old garamond na porta da geladeira – e o mar percebe que tem gente que o entendeu.

Porque pensar é aquela coisa interessante e desnecessária de sempre. Quando a gente arruma tempo pra se dar conta, tudo faz sentido nessa vida.

- Olha lá que bonito, Marquinhos…
- Pai…
- Viu que bonito, filho?
- Pai…
- Sim?
- Como a gente consegue explicar que entendeu o pensamento?
- Explicar?
- É…
- Explicar é uma coisa tão limitada, filho…

Começo de calmaria a frente, devo dizer. Pronto. Quem não gosta de brisa, que se atire na primeira pedra.


Time is no longer necessary

Posted: October 1st, 2006 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Vida mansa, Mateus. Sei qual é…

A gente faz, faz, e nem sinal… mundo doido, rapaz… mas mundo.

Se bem que, olhando de cá, é sempre assim, não é não? Esse povo pensa tudo errado, vê tudo errado… a gente sabe tão pouco da vida da gente, quanto mais da dos outros…

- Deixa quieto, homem bom. É assim que tem que ser. Tu já não cansaste de ver a mesma história não? Sério. Olha o mundo, olha lá há quanto tempo…

Quando não se tem nada mais pra carregar a gente faz o que?

Senta.


Password protected love

Posted: September 29th, 2006 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

A lágrima tocando a língua, mostrando o sabor. Um suspiro brando seguido de um balançar de pés.

Cansados sem questionar motivos. Deitados de corpo e de vida, olhavam o teto em preces…

Impermanência do querer, saiu por algum lugar e ninguém viu… É que racionalizar sentidos cansa, né? Quer o quê?

- Júlia…
- Anh?
- Meu amor não descansa você?
- …