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// LanuxLand 101
Too lazy to be ambitious, I let the world take care of itself. Ten days' worth of rice in my bag; a bundle of twigs by the fireplace. Why chatter about delusion and enlightenment? Listening to the night rain on my roof, I sit comfortably, with both legs stretched out. - Zen Master Ryokan (1758–1831)

Calamity 101

Posted: April 1st, 2009 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Minha vida desmorona em um sorriso: cada vez menos pra ver, cada vez menos para qualquer coisa.

More is less, they say. And I agree in disagreement.

No fundo é tudo igual.


Broadcast

Posted: March 17th, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Penso em você

O som dos meus dedos no teclado

Não tem um lugar para morar


Ex-libris

Posted: March 16th, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Chove lá fora

Uma caneta descansa

No frio do ar-condicionado


Reverência

Posted: March 3rd, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Ela escorre pela esguia fresta inconsolada.

Ele não se importa.

Ao pisar no chão de pedra com salto alto, cócegas dentro do nariz.


Aparência

Posted: February 27th, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Quando o vento frio matinal soprou assustando o gato cinza espreguiçado sobre a cama, o velho monge amarelo, sentado de pernas cruzadas no chão, não se mexeu.

Amanhecia pela janela aberta do quarto, e a luz que por ela entrava não pedia permissão para alisar os móveis de madeira descascada, o tapete puído que servia de brinquedo a gatos, e o chão acolhedor acostumado a monges amarelos. Coleava entre os objetos presentes e apenas era.

O silêncio daquela madrugada de meditação, transformando-se em dia, recebia objetos, luzes e monges em meditação da mesma maneira.

Respirar é preciso, imaginar não é preciso.


Depois da chuva

Posted: February 26th, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Todo medo começa e termina, qual flor de pessegueiro, em dia de outono.

Saber parar. Ser capaz de deixar a vida acontecer através de você.

Porque é tão difícil gostar do que se tem?


Put hot water and stir well

Posted: January 27th, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Um dois, um três nas teclas pretas do telefone: sem você não há porquês.

Contar.

Esperar.

Maxilar relaxado deixa o café mais gostoso.


Eu sou você

Posted: January 23rd, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Um som, um gosto, um cheiro.

- Eu te conheço?
- Sim…

Pois é. O devagar é sempre instântaneo.


Tempurá sutra

Posted: January 21st, 2009 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Uma hora, aqui mesmo, tudo isso vai se despedaçar por completo, I can feel it already, you know.

Daí, nem eu, nem você.

Pois tudo é um andar vasto que continua no mesmo lugar… cócegas no coração, sem aparente razão. E o verdadeiro amor é um voltar para casa, sem nunca ter saído dela.

O resto é invenção.

Essa é a melhor parte: não há nada aqui, mas nada está faltando.


Yellow

Posted: December 13th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Não-dual em pétalas:

- Qual o sentido real desse ensinamento?
- A rua alagada aí da frente.
- …

Chove. E cada pingo de chuva reflete, generosamente, a luz do sol, da lua, e da tua imaginação.


De longe é igual

Posted: November 12th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Vale mais relaxar as pernas, os dedos, os ombros, as costas e ver tudo deste espaço vasto, meu e teu – a vida está em todo lugar e é prestando atenção nela que uma janela do tamanho de uma varanda sem fim aparece.

Toda essência flutua, bela em êxtase: do realize that it is not you who moves from dream to dream… all dreams flow before you.

Nós deveríamos sempre dançar como se não houvesse ninguém olhando.


Not even me

Posted: November 10th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Sem corpo ou mente a vida é pura liberdade e cócegas.

Pois toda grama cresce no tempo certo, e toda verdade acontece naquele momento que a gente esquece quando relembra sonhando que está faltando alguma coisa.

Yes.

Stay where you are, tangerine.

And be forever.


Amitayus flavour

Posted: October 24th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

Nem mais um dia com porquês.

Afinal, chove.

Mas nem faz tanto frio.


Lotus feet, 21

Posted: September 18th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Além do sim e do não, dobrando a esquina, há um lago azul-baunilha onde coelhos transparentes recitam mantras luminosos e flutuam adocicados com suas pernas-de-pau sobre as orelhas.

Let it be.

Look inside.

Nem tente.

No café com leite diário do meio da tarde, faça frio ou samba, o açucar mascavo é de praxe por ali.


Deathless as a dead bird

Posted: September 4th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Há uma diferença entre eu e você, que não conta realmente, mas que no fundo é nossa única similaridade.

Pois quando o vento se esgueira pela fresta da porta, nas manhãs frias, acordando quem não merece ser acordado, e a poeira se acumula sobre o balcão das pedras de estimação, fazendo festa para quem ama espirrar paredes, tudo se acalma aqui e aí, cada vez mais. Um acalmar de fim de mundo, barulhento, doído e inefável, como todo estar passageiro.

- That kind of tune, darling… you know.

Minha garganta é tão pequena que cabe todo o universo e até um ranço. E mesmo que essa escova de dentes se mova sem me questionar para onde, e uma face envelheça no espelho todas as noites sem pedir perdão, a beleza do ordinário só me parece aumentar, dia após dia, um segundo de cada vez.

Nem bom, nem ruim.

Feito dizer um sim, sincero e destemido: nada de realmente novo ou velho em mim, em você.

Tempo bom é o que passa, eu sei… e toda vida é só, sempre bom lembrar, deus na sua mais pura essência. Done!

So what?


Algaroba flavour

Posted: August 13th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Cachorro, pudim, cartão de crédito internacional: o homem de pijama se achava sábio, mas ainda não havia atingido a perfeição de uma árvore.

- Qual é o comportamento correto?
- Qualquer suco de fruta pode ser doce, se você quiser…
- …
- …
- Bah! Quanta asneira!
- E apesar disso o silêncio continua sendo a base de tudo, monge. Se você não se propõe a entendê-lo até no meio do maior barulho, o que pretende encontrar?

Estamos todos errados e temos apenas um todo-abrangente e amável vazio para contar com… Tão bom.

Life is always true indeed.


Isso, aquilo

Posted: July 22nd, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Ao acordar, durmo. Ao dormir, acordo: não há outro tempo e não há porquês. Quando a gente se descobre um, o resto é só encenação.

- Eu queria te perguntar sobre a vida, darling, como sempre fiz… mas hoje em dia, essa pergunta não nasce mais.
- …
- Exatamente.

Pausa. Movimento. Silêncio. Som.

Todas as palavras são mentiras. Todas as mentiras são palavras.


You and all

Posted: June 17th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Quando tinha onze anos ela pensava que, quando tudo melhorasse, todas as tardes iriam ser folheadas de outono e as manhãs cheias de improvisação.

As perguntas e respostas nasceriam juntas – como sempre fizeram e ela nunca percebera – e o prestar atenção no que é verdadeiro ia ser categórico, porém doce.

A beleza nem tudo conta… and it’s all very simple indeed.

Tudo é dharma, nada é dharma. Just don’t move away from the real buddha you already are: o tempo é precioso, e os outros também – mesmo que não passem de suaves e melódicas perspectivas.


Quanto mais, menos.

Posted: June 4th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Aprendizado. Aperfeiçoamento. Evolução. Nós e nossas histórias, em todas as idades.

- O que você vê, monge?
- Uma parede amarela.
- Hahahaha! Sem mentiras, o que você vê, monge?
- Eu já disse, uma parede amarela…
- Hahahaha!

Sim, naquele dia. Não, amanhã de manhã. Ou ainda talvez.

Quem disse que o mundo se mantém ali depois que fechamos os olhos?

Jura?


Tangerina Hearth Band

Posted: May 27th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Eu decidi te amar.

Sem arrodeios.

Isso te apetece?

Se sim, então decides se queres conhecer um amor que vai te levar além do corpo, além das idéias juvenis dos romances intelectualizados e além desse limitado estreitismo covarde chamado erroneamente de amor que tanto conhecemos por aí…

Um amor de verdadeira felicidade.

E tudo que precisas fazer é apenas querer. Querer verdadeiramente. Querer mais do que qualquer outra coisa, mais do que um corpo, mais do que uma idéia, um desejo, um sonho, mais do que tudo que conheças ou aches que vais conhecer um dia.

Pois nesse amor que te ofereço não existem “meus”, nem histórias, nem vontades, nem eu, nem você… pois aí já não queremos duas coisas, mas uma só: o amor como ele é, natural e sem expectativas.

Mas para isso terás que confiar em mim.

Tu precisas se dar completamente a mim.

Entregar-se completamente, sem objetivos e sem esperanças pré-concebidas.

Uma entrega sem reservas, sem medo, numa total confiança nunca antes ousada… completa, como se a tua própria vida não tivesse a mínima importância.

E isso, simplesmente porque tens a necessidade de descobrir o que está por trás de todas as mentiras e máscaras, e porque acreditas que o mais importante na vida de qualquer pessoa – tu, eu, o mundo e toda a gente – é amar verdadeiramente, mais e sempre, e dessa maneira ser amado, ser amada.

A verdadeira e única felicidade na vida depende disso. Depende de podermos ser capazes de nos encontrar, cara-a-cara, sem resistências, e sermos eu e você, nem eu, nem você…