Posted: February 26th, 2009 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Todo medo começa e termina, qual flor de pessegueiro, em dia de outono.
Saber parar. Ser capaz de deixar a vida acontecer através de você.
Porque é tão difícil gostar do que se tem?
Posted: January 27th, 2009 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Um dois, um três nas teclas pretas do telefone: sem você não há porquês.
Contar.
Esperar.
Maxilar relaxado deixa o café mais gostoso.
Posted: January 23rd, 2009 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Um som, um gosto, um cheiro.
- Eu te conheço?
- Sim…
Pois é. O devagar é sempre instântaneo.
Posted: January 21st, 2009 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Uma hora, aqui mesmo, tudo isso vai se despedaçar por completo, I can feel it already, you know.
Daí, nem eu, nem você.
Pois tudo é um andar vasto que continua no mesmo lugar… cócegas no coração, sem aparente razão. E o verdadeiro amor é um voltar para casa, sem nunca ter saído dela.
O resto é invenção.
…
Essa é a melhor parte: não há nada aqui, mas nada está faltando.
Posted: December 13th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Não-dual em pétalas:
- Qual o sentido real desse ensinamento?
- A rua alagada aí da frente.
- …
Chove. E cada pingo de chuva reflete, generosamente, a luz do sol, da lua, e da tua imaginação.
Posted: November 12th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Vale mais relaxar as pernas, os dedos, os ombros, as costas e ver tudo deste espaço vasto, meu e teu – a vida está em todo lugar e é prestando atenção nela que uma janela do tamanho de uma varanda sem fim aparece.
Toda essência flutua, bela em êxtase: do realize that it is not you who moves from dream to dream… all dreams flow before you.
…
Nós deveríamos sempre dançar como se não houvesse ninguém olhando.
Posted: November 10th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Sem corpo ou mente a vida é pura liberdade e cócegas.
Pois toda grama cresce no tempo certo, e toda verdade acontece naquele momento que a gente esquece quando relembra sonhando que está faltando alguma coisa.
Yes.
Stay where you are, tangerine.
And be forever.
Posted: October 24th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 1 Comment »
Nem mais um dia com porquês.
Afinal, chove.
Mas nem faz tanto frio.
Posted: September 18th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Além do sim e do não, dobrando a esquina, há um lago azul-baunilha onde coelhos transparentes recitam mantras luminosos e flutuam adocicados com suas pernas-de-pau sobre as orelhas.
Let it be.
Look inside.
Nem tente.
No café com leite diário do meio da tarde, faça frio ou samba, o açucar mascavo é de praxe por ali.
Posted: September 4th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
Há uma diferença entre eu e você, que não conta realmente, mas que no fundo é nossa única similaridade.
Pois quando o vento se esgueira pela fresta da porta, nas manhãs frias, acordando quem não merece ser acordado, e a poeira se acumula sobre o balcão das pedras de estimação, fazendo festa para quem ama espirrar paredes, tudo se acalma aqui e aí, cada vez mais. Um acalmar de fim de mundo, barulhento, doído e inefável, como todo estar passageiro.
- That kind of tune, darling… you know.
…
Minha garganta é tão pequena que cabe todo o universo e até um ranço. E mesmo que essa escova de dentes se mova sem me questionar para onde, e uma face envelheça no espelho todas as noites sem pedir perdão, a beleza do ordinário só me parece aumentar, dia após dia, um segundo de cada vez.
Nem bom, nem ruim.
Feito dizer um sim, sincero e destemido: nada de realmente novo ou velho em mim, em você.
…
Tempo bom é o que passa, eu sei… e toda vida é só, sempre bom lembrar, deus na sua mais pura essência. Done!
So what?
Posted: August 13th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Cachorro, pudim, cartão de crédito internacional: o homem de pijama se achava sábio, mas ainda não havia atingido a perfeição de uma árvore.
- Qual é o comportamento correto?
- Qualquer suco de fruta pode ser doce, se você quiser…
- …
- …
- Bah! Quanta asneira!
- E apesar disso o silêncio continua sendo a base de tudo, monge. Se você não se propõe a entendê-lo até no meio do maior barulho, o que pretende encontrar?
…
Estamos todos errados e temos apenas um todo-abrangente e amável vazio para contar com… Tão bom.
Life is always true indeed.
Posted: July 22nd, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Ao acordar, durmo. Ao dormir, acordo: não há outro tempo e não há porquês. Quando a gente se descobre um, o resto é só encenação.
- Eu queria te perguntar sobre a vida, darling, como sempre fiz… mas hoje em dia, essa pergunta não nasce mais.
- …
- Exatamente.
Pausa. Movimento. Silêncio. Som.
Todas as palavras são mentiras. Todas as mentiras são palavras.
Posted: June 17th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
Quando tinha onze anos ela pensava que, quando tudo melhorasse, todas as tardes iriam ser folheadas de outono e as manhãs cheias de improvisação.
As perguntas e respostas nasceriam juntas – como sempre fizeram e ela nunca percebera – e o prestar atenção no que é verdadeiro ia ser categórico, porém doce.
A beleza nem tudo conta… and it’s all very simple indeed.
Tudo é dharma, nada é dharma. Just don’t move away from the real buddha you already are: o tempo é precioso, e os outros também – mesmo que não passem de suaves e melódicas perspectivas.
Posted: June 4th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
Aprendizado. Aperfeiçoamento. Evolução. Nós e nossas histórias, em todas as idades.
- O que você vê, monge?
- Uma parede amarela.
- Hahahaha! Sem mentiras, o que você vê, monge?
- Eu já disse, uma parede amarela…
- Hahahaha!
…
Sim, naquele dia. Não, amanhã de manhã. Ou ainda talvez.
Quem disse que o mundo se mantém ali depois que fechamos os olhos?
Jura?
Posted: May 27th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
Eu decidi te amar.
Sem arrodeios.
Isso te apetece?
Se sim, então decides se queres conhecer um amor que vai te levar além do corpo, além das idéias juvenis dos romances intelectualizados e além desse limitado estreitismo covarde chamado erroneamente de amor que tanto conhecemos por aí…
Um amor de verdadeira felicidade.
E tudo que precisas fazer é apenas querer. Querer verdadeiramente. Querer mais do que qualquer outra coisa, mais do que um corpo, mais do que uma idéia, um desejo, um sonho, mais do que tudo que conheças ou aches que vais conhecer um dia.
Pois nesse amor que te ofereço não existem “meus”, nem histórias, nem vontades, nem eu, nem você… pois aí já não queremos duas coisas, mas uma só: o amor como ele é, natural e sem expectativas.
Mas para isso terás que confiar em mim.
Tu precisas se dar completamente a mim.
Entregar-se completamente, sem objetivos e sem esperanças pré-concebidas.
Uma entrega sem reservas, sem medo, numa total confiança nunca antes ousada… completa, como se a tua própria vida não tivesse a mínima importância.
E isso, simplesmente porque tens a necessidade de descobrir o que está por trás de todas as mentiras e máscaras, e porque acreditas que o mais importante na vida de qualquer pessoa – tu, eu, o mundo e toda a gente – é amar verdadeiramente, mais e sempre, e dessa maneira ser amado, ser amada.
A verdadeira e única felicidade na vida depende disso. Depende de podermos ser capazes de nos encontrar, cara-a-cara, sem resistências, e sermos eu e você, nem eu, nem você…
Posted: May 21st, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
Quando a gente se conheceu era um sábado de novembro. Mas nem sábados, nem novembros realmente existem, não é mesmo? Olha que engraçado…
Deve ser o medo de nós mesmos que nos faz querer estar tão certos de tantas incertezas vida afora.
O segredo está sempre no lugar mais óbvio.
…
Let’s get lost, lost in each other’s arms (…) and tell the world we’re in that crazy mood.
Porque é sempre bom parar, eu acho. E saber que a felicidade pode ser uma curva na esquina ou não: verdadeiros amores não se encontram um dia, eles estão um no outro desde sempre.
Posted: May 7th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Nem sempre é fácil, mas também nem sempre é difícil. A parte boa é que nem sempre.
Montanha rodeada de um espaço infinito:
- Você deveria acordar e ser feliz. Esquecer essa problemática toda…
- Todo mundo deveria.
Pra esquecer: passarinhos açucarados espalham pólen branco quando batem as asas… e não há nada de errado ou sagrado nisso.
Posted: April 25th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Talvez naquele dia. Ou ainda amanhã. Ou nunca não.
Pois já que é fato que o vento nada tem a ver com isso, festejemos: beijos e abraços verdadeiros sempre foram expressões do coração, não da razão.
…
O grande obstáculo é que não existe obstáculo.
O grande osbcurecimento é que não existe obscurecimento.
A grande dificuldade é que não existe dificuldade.
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Um coração aberto como o céu recebe igualmente o sol e a lua. E os dois fazem cócegas quando chegam na barriga.
Posted: April 9th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | 2 Comments »
A mente vaga aqui e acolá, mas a verdade se mantém sempre no mesmo lugar: em casa, nem dentro, nem fora.
- Você é tão bela que me doem os artelhos, Rita…
- Massagem?
- Interior…
Brisa.
Uma flor de lótus não pára quieta quando ouve uma boa piada.
Posted: March 26th, 2008 | Author: lanusse | Filed under: Textos | No Comments »
Não. Você não pode colocar um nome, uma tradição ou até uma definição sobre o que é essencialmente real e verdadeiro. Presta atenção. Qualquer tentativa é, em si, um sonho, um erro, uma laranja pintada.
- Todo começo e fim é sem começo e fim: rest to be.
E a vida é ainda mais bela quando a gente descobre que não há ninguém a quem recorrer – descobrir-se abrangentemente sozinho é a primeira constatação de amadurecimento que vale a pena. A segunda, é que não existe solidão verdadeira, nem mesmo na solidão como a conhecemos…
…
- Você está tão calado hoje…
- É que eu queria muito correr atrás da última segunda-feira… mas se eu correr, eu não vou alcançar nunca.