Archive for March, 2008

Crazy sweet nothing

Wednesday, March 26th, 2008

Não. Você não pode colocar um nome, uma tradição ou até uma definição sobre o que é essencialmente real e verdadeiro. Presta atenção. Qualquer tentativa é, em si, um sonho, um erro, uma laranja pintada.

- Todo começo e fim é sem começo e fim: rest to be.

E a vida é ainda mais bela quando a gente descobre que não há ninguém a quem recorrer - descobrir-se abrangentemente sozinho é a primeira constatação de amadurecimento que vale a pena. A segunda, é que não existe solidão verdadeira, nem mesmo na solidão como a conhecemos…

- Você está tão calado hoje…
- É que eu queria muito correr atrás da última segunda-feira… mas se eu correr, eu não vou alcançar nunca.

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Bic com tampa de algodão

Wednesday, March 19th, 2008

É isso, Isabel. Esquece. Solta no chão, deixa quebrar e se inspira com o barulho engraçado e libertador de cacos voando.

No Big Bang foi assim, e se você prestar atenção, vai ver que estamos sentindo, até hoje, as cócegas dessa explosão que não acaba nunca.

Então, para começar, esquece as palavras. E as imagens, as interpretações, as opiniões.

No fundo, não é difícil. Largar o que se tem é uma das coisas mais fáceis que existem…

Fica com o que sobrar e levanta para saborear o mundo.

Porque você é tão mundo quanto todo o resto. Tão mundo quanto aquela folha voando confiante ali do lado, ou esse movimento independente que acontece nos teus pulmões neste exato momento: Big Bang Isabel.

Para finalizar, esquece também o mundo.

Ele não precisa de você.

Let it all drop, my love.

Veja com o coração e veja bem… pois como certo disse Seu Machado: a melhor definição de amor não vale um beijo.

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Oddyana em 5 cores puras

Saturday, March 15th, 2008

Caracteres tibetanos encravados em ouro sobre dentes puídos. Ela é assim. Pele de luz encarnada, a exalar a raiva cristalina dos tempos sem fim nem começo, essência da mais pura paz.

Dois compassos e um chacoalhar agudo reverberando a corrente dos ossos:

- Não! Nada a ser alcançado e nenhum lugar a chegar. Numa mente sem lados, só existe alívio.

Olhai os lírios do campo - ela sussura enfim. Pois nunca é o que você faz ou quer… é o que deixa de fazer e de querer que realmente importa.

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