Ubaluba sem fim nem começo
Tuesday, February 26th, 2008
Mariana ama, chora e procura um problema fora dela. Talvez ache que o mundo é uma coisa grande, estranha, bem diferente de tudo que vê e conhece desde pequena.
Tempo para ouvir baixinho. E na pausa da chuva, uma deidade tântrica dourada e azul acende a fogueira e avisa que hoje ela não está pra peixe:
- A gente não consegue ver direito quando existe uma mente na frente.
- Isso eu venho te dizendo há milhões de anos…
- É, mas talvez só agora a ficha esteja finalmente caindo.
- Sei… e ela vai cair onde?
- …
Na vida a dor é inevitável, Mari… já o sofrimento, é opcional.