Monday, November 26th, 2007
E se você não se sentisse desconfortável com o desconforto? E se você descobrisse de qual substância o desconforto é feito, a ponto de entender intimamente que ele não é diferente em nada de todo o resto?
(…)
- Presta atenção, Marlene. Sou vou falar uma vez, depois disso eu sumo da tua vida e aí é com você.
- Tá, tá, prestando…
- Eles todos já disseram e eu assino embaixo: não há outro momento fora esse. Ele é em essência eterno, todo abrangente, sem começo, nem fim. É nele, só nele, e longe de todas as suas mentiras e intenções, que você vai descobrir do que é feito o tempo, o espaço, a vida, o prazer e a dor.
- Nesse momento? Mas eu não estou nele?
- Não…
- E eu estou onde?
- Presta atenção…
(…)
Wherever you go, you are.
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Monday, November 19th, 2007
Ao pé de uma árvore boddhi, uma segunda-feira amanhece sem receio.
- Um dia eu acordei e havia um buddha na janela. Ele era tão bonito, luminoso e me chamava pelo nome. Eu lhe dei vários socos e pontapés por meia hora, mas ele não reagiu. Então eu cortei sua garganta e o dei em pedaços para meu cachorro comer durante uma semana inteira. Foi a semana mais bonita da minha vida, monge. Desde então o mundo todo sorri pra mim. O azul se tornou apenas azul, o amarelo se tornou apenas amarelo.
- O chão é azul, o céu é amarelo.
- Hahahaha… isso, isso!
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Tuesday, November 6th, 2007
À sombra de um pé de jambo alegre, num dia de sol frio, a escrita na folha de samambaia azul parece um sonho:
- Eu organizo meus livros na estante pelo cheiro. Lavanda de um lado, café com leite do outro.
Faz muito bem.
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