Sunday, April 30th, 2006
Não comece de novo com suas filosofias de botequim, Antônia… Tem gente que não entende o mundo e pronto.
- Traga-me seu problema aqui, em mãos, que te mostro a solução.
Interferência é conflito. É brigar consigo mesmo. O mundo é você, sempre foi e sempre vai ser… Tem neguinho que sabe disso há 5 mil anos!
É a simplicidade que atrapalha a percepção? Sei não.
Sei que querer o que já se tem é tão engraçado quanto uma lagartixa listrada em aula de yoga…
Eu, se fosse você, não bricava disso não…
Textos |
Wednesday, April 26th, 2006
Olhou-a pela fresta da janela de pérgolas do bar. Copo na mão, balanço no falar. Esperou-a passar ao lado pra dizer-lhe o nome. Ela respondeu com o dele. Coincidência boa não dá aviso. Uma bebida, duas por favor… entre olhares, cigarros e drogas de esquina beijaram-se como não faziam em outros há tempos.
Red Chinatown atolado de livros no chão. Tente-me e te tiro o medo da vida…
Dali pra lugares variados e amigos de primeiro nome. O mundo é só ambiente. Preocupar-se com ele é desnecessidade. Descobriram isso numa manhã de sábado um ano e 3 meses depois. Viveram sem um olhar de repreensão desde então…
Textos |
Monday, April 17th, 2006
Um dia santo pode começar com croissants e cafe au lait. Ou não. Um francês amanteigado com o pingado de padaria pode ser indício de brisa fria ao entardecer.
Sei não, Gonzales. Suspeito que a vida mansa está no olho e ninguém se dá ao trabalho de conferir. Viu não? Acho que só arrancaram aquela árvore do sorriso folgado lá na esquina, porque pessoa nunca restou a reparar nela…
Segue a fila, tio… que é questão de tempo. Desperdício de beleza faz muito é mal.
Textos |
Friday, April 7th, 2006
Ao olhar o colo no espelho do elevador, Wanda envelhece. Uma dobra cá, um sinal acolá. Desconhece como não ser. O tempo enfada a pele, e se deixar, todo o resto vai junto.
Terceiro andar e ainda faltam 12. Memoriais embaçados escritos com a mão esquerda : a gente lembra tão pouco do que já viveu…
No anoitecer ao lado dela, um susurro vem e acolhe:
- Fala-me de sonhos, Wanda, que de vida meu pulmão já anda cheio….
Textos |
Monday, April 3rd, 2006
Pois é…
Pode até ser que seja verdade. Ou (outra vez?!) maldade. O certo é que acreditar no certo é ingenuidade dessas de 0800. Call me love, baby… guessing games do not last forever.
- Nasceu, fudeu. Já dizia aquele infante ancião em seus prolixos discursos de ateu (praticidade é tudo).
A gente não nasce porque quer. Não respira porque quer. Não ama porque quer.
Nem o céu nubla por acaso… sempre é mais pelo nosso descaso mesmo.
Textos |