Thursday, March 30th, 2006
O olho da direita prevê o clima. O lábio sobe, a razão desce: tem dias que nem fudendo! Qualquer um pode constatar isso sem muita filosofia de entrevistador de tv. Sujeito acorda e o quê? Já foi. Sabia não? Saiu agorinha… tem que prestar atenção nessas coisas, Marcos… a vida não é só isso que te mandaram avisar…
Homem racional, highlander de nascimento:
- Não tô pras tuas hoje, mulher… aquieta o cheiro desse feijão e me deixa pensar em paz…
Dia vai, dia vem.
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Thursday, March 23rd, 2006
Marieta é uma garota cochuda parada numa quina de festa. Minisaia com ipod no bolso, a dançar sua própria música. Típica menina pop up, sabe como é… aquele ar de propaganda intrusiva chamando atenção no ambiente.
- O beijo dela deve ser bom…
- Todo beijo é bom.
- Mas o dela deve ser melhor…
É por aí… seguir o baixo, pequeno gafanhoto, prestar atenção no espaço que fica: o ritmo do mundo é grave.
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Friday, March 17th, 2006
O dia nasce e morre todo dia e ninguém se inquieta com isso. É que sempre existe aquela segurança do dia seguinte.
- Quando eu morrer quero ser igual a você…
- Não vai demorar… Nunca demora.
- …
O mundo tem metade homem, metade mulher. E muito mais gente morta do que viva. Diversão é lembrar disso sempre.
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Monday, March 13th, 2006
Folhas com pizza pra recomeçar.
Como aquela falta que acha que existe por ela mesma. Falta nada não, sujeito. O mundo é mente pura: lavou, tá novo.
- Esses teus textos me fazem cócegas na barriga, sabia?
- Corta o papo e vem cá se ver, baby… Daqui você é ainda mais bonita.
Aconchego do tomate no manjericão: o prelúdio do bordeux tinto aquece com o descaso.
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Sunday, March 12th, 2006
Ao abrir a porta de casa pela manhã, Mauro encontrou uma paisagem. Novinha. Uma que nunca esteve ali antes. Nem sinal do prédio da frente, nem da rua, nem do bom-dia-tudo-bem-como-vai-seu-josé. Só uma vegetação densa e degradês de verde acqua translúcidos. Brilho, transparência e plastic soda, baby. Agora foi.
- Aquele ali em cima não é o ursinho Puff, pai?
- …
Foi só o tempo de achar o carro escondido entre as folhas cintilantes de purpurina e mel pra decidir resolver a vida.
Deixou o filho etiquetado numa prateleira de shopping e foi ver o mar. Este haveria de lhe contar os segredos do mundo, do tempo e do maldito liqüido rosa que começava a cair do céu sobre sua cabeça, em gotas melódicas, escaladas em dó.
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