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// LanuxLand 101 » Textos
Too lazy to be ambitious, I let the world take care of itself. Ten days' worth of rice in my bag; a bundle of twigs by the fireplace. Why chatter about delusion and enlightenment? Listening to the night rain on my roof, I sit comfortably, with both legs stretched out. - Zen Master Ryokan (1758–1831)

Baker trumpet solo

Posted: May 21st, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Quando a gente se conheceu era um sábado de novembro. Mas nem sábados, nem novembros realmente existem, não é mesmo? Olha que engraçado…

Deve ser o medo de nós mesmos que nos faz querer estar tão certos de tantas incertezas vida afora.

O segredo está sempre no lugar mais óbvio.

Let’s get lost, lost in each other’s arms (…) and tell the world we’re in that crazy mood.

Porque é sempre bom parar, eu acho. E saber que a felicidade pode ser uma curva na esquina ou não: verdadeiros amores não se encontram um dia, eles estão um no outro desde sempre.


Eucalipto samba

Posted: May 7th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Nem sempre é fácil, mas também nem sempre é difícil. A parte boa é que nem sempre.

Montanha rodeada de um espaço infinito:

- Você deveria acordar e ser feliz. Esquecer essa problemática toda…
- Todo mundo deveria.

Pra esquecer: passarinhos açucarados espalham pólen branco quando batem as asas… e não há nada de errado ou sagrado nisso.


Rosa e raso

Posted: April 25th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Talvez naquele dia. Ou ainda amanhã. Ou nunca não.

Pois já que é fato que o vento nada tem a ver com isso, festejemos: beijos e abraços verdadeiros sempre foram expressões do coração, não da razão.

O grande obstáculo é que não existe obstáculo.
O grande osbcurecimento é que não existe obscurecimento.
A grande dificuldade é que não existe dificuldade.

Um coração aberto como o céu recebe igualmente o sol e a lua. E os dois fazem cócegas quando chegam na barriga.


Avenida do meio do mundo

Posted: April 9th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

A mente vaga aqui e acolá, mas a verdade se mantém sempre no mesmo lugar: em casa, nem dentro, nem fora.

- Você é tão bela que me doem os artelhos, Rita…
- Massagem?
- Interior…

Brisa.

Uma flor de lótus não pára quieta quando ouve uma boa piada.


Crazy sweet nothing

Posted: March 26th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Não. Você não pode colocar um nome, uma tradição ou até uma definição sobre o que é essencialmente real e verdadeiro. Presta atenção. Qualquer tentativa é, em si, um sonho, um erro, uma laranja pintada.

- Todo começo e fim é sem começo e fim: rest to be.

E a vida é ainda mais bela quando a gente descobre que não há ninguém a quem recorrer – descobrir-se abrangentemente sozinho é a primeira constatação de amadurecimento que vale a pena. A segunda, é que não existe solidão verdadeira, nem mesmo na solidão como a conhecemos…

- Você está tão calado hoje…
- É que eu queria muito correr atrás da última segunda-feira… mas se eu correr, eu não vou alcançar nunca.


Bic com tampa de algodão

Posted: March 19th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

É isso, Isabel. Esquece. Solta no chão, deixa quebrar e se inspira com o barulho engraçado e libertador de cacos voando.

No Big Bang foi assim, e se você prestar atenção, vai ver que estamos sentindo, até hoje, as cócegas dessa explosão que não acaba nunca.

Então, para começar, esquece as palavras. E as imagens, as interpretações, as opiniões.

No fundo, não é difícil. Largar o que se tem é uma das coisas mais fáceis que existem…

Fica com o que sobrar e levanta para saborear o mundo.

Porque você é tão mundo quanto todo o resto. Tão mundo quanto aquela folha voando confiante ali do lado, ou esse movimento independente que acontece nos teus pulmões neste exato momento: Big Bang Isabel.

Para finalizar, esquece também o mundo.

Ele não precisa de você.

Let it all drop, my love.

Veja com o coração e veja bem… pois como certo disse Seu Machado: a melhor definição de amor não vale um beijo.


Oddyana em 5 cores puras

Posted: March 15th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Caracteres tibetanos encravados em ouro sobre dentes puídos. Ela é assim. Pele de luz encarnada, a exalar a raiva cristalina dos tempos sem fim nem começo, essência da mais pura paz.

Dois compassos e um chacoalhar agudo reverberando a corrente dos ossos:

- Não! Nada a ser alcançado e nenhum lugar a chegar. Numa mente sem lados, só existe alívio.

Olhai os lírios do campo – ela sussura enfim. Pois nunca é o que você faz ou quer… é o que deixa de fazer e de querer que realmente importa.


Ubaluba sem fim nem começo

Posted: February 26th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Mariana ama, chora e procura um problema fora dela. Talvez ache que o mundo é uma coisa grande, estranha, bem diferente de tudo que vê e conhece desde pequena.

Tempo para ouvir baixinho. E na pausa da chuva, uma deidade tântrica dourada e azul acende a fogueira e avisa que hoje ela não está pra peixe:

- A gente não consegue ver direito quando existe uma mente na frente.
- Isso eu venho te dizendo há milhões de anos…
- É, mas talvez só agora a ficha esteja finalmente caindo.
- Sei… e ela vai cair onde?
- …

Na vida a dor é inevitável, Mari… já o sofrimento, é opcional.


Caneta, papel e jasmin

Posted: February 7th, 2008 | Author: | Filed under: Textos | 6 Comments »

Uma maneira de ver pode conter várias outras, sir… perspectivas florescem em centenas everywhere.

Se você quer verdadeiramente encontrar o que procura, melhor um viver apurado, desses que desconhecem olhar para dentro ou para fora. É como eles dizem, suffused empty awareness e esse tal superior que você tanto procura pode estar mais perto do que você imagina. Nem um esforço a mais, nem um a menos.

- Right, mas eu ainda espero que dê certo…

Peixe grande, peixe-pequeno: expectativas são ressentimentos em construção.


Dezembro sem raízes, sempre a podar

Posted: December 19th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Lado vem, lado vai.

Mas qual é a verdade última, monge? Ouve, que eu digo honestamente mais uma vez, mesmo sabendo que você não vai entender.

A mais pura e última verdade é a tua natureza. Ela não tem forma, não tem limite e não tem tempo. Não existe, não vai existir, nem nunca existiu outra coisa além dela. Ela sempre esteve aí, nunca foi embora e mesmo assim, você nunca a quis perceber e prefere estar perdido nas suas distrações e brincadeiras de karma por milhões de éons sem fim.

Todos os teus termos bonitos, tuas teorias, tuas concepções e até a tua procura por uma verdade última fazem parte dessas distrações que só te levam para longe da coisa mais próxima e verdadeira que você tem.

Não se pode encontrar a verdade, monge. A verdade não está em lugar nenhum que você resolva procurar. Você é um cachorro correndo atrás do próprio rabo.

- Mas…
- Lá vai você de novo.
- …
- Lá vai você de novo.
- …
- Au-au! Hahahaha!


Olhar de peixe em áquario

Posted: November 26th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

E se você não se sentisse desconfortável com o desconforto? E se você descobrisse de qual substância o desconforto é feito, a ponto de entender intimamente que ele não é diferente em nada de todo o resto?

(…)

- Presta atenção, Marlene. Sou vou falar uma vez, depois disso eu sumo da tua vida e aí é com você.
- Tá, tá, prestando…
- Eles todos já disseram e eu assino embaixo: não há outro momento fora esse. Ele é em essência eterno, todo abrangente, sem começo, nem fim. É nele, só nele, e longe de todas as suas mentiras e intenções, que você vai descobrir do que é feito o tempo, o espaço, a vida, o prazer e a dor.
- Nesse momento? Mas eu não estou nele?
- Não…
- E eu estou onde?
- Presta atenção…

(…)

Wherever you go, you are.


Vajra guru tea

Posted: November 19th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Ao pé de uma árvore boddhi, uma segunda-feira amanhece sem receio.

- Um dia eu acordei e havia um buddha na janela. Ele era tão bonito, luminoso e me chamava pelo nome. Eu lhe dei vários socos e pontapés por meia hora, mas ele não reagiu. Então eu cortei sua garganta e o dei em pedaços para meu cachorro comer durante uma semana inteira. Foi a semana mais bonita da minha vida, monge. Desde então o mundo todo sorri pra mim. O azul se tornou apenas azul, o amarelo se tornou apenas amarelo.

- O chão é azul, o céu é amarelo.

- Hahahaha… isso, isso!


Effortless

Posted: November 6th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

À sombra de um pé de jambo alegre, num dia de sol frio, a escrita na folha de samambaia azul parece um sonho:

- Eu organizo meus livros na estante pelo cheiro. Lavanda de um lado, café com leite do outro.

Faz muito bem.


Natural clarabóia book

Posted: October 24th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Teu olho lanceiro não tem solução, Emília. Procurar por ela é perder o melhor da festa.

Tempo claro, chuva forte:

- Como a gente faz para estar sempre certo?

- Relaxa.


Transparência split

Posted: October 17th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Foi assim que eu descobri: quem decide amanhecer não tem perdão. Vira palavra sem ação, espaço destemido na imensidão.

De que é feito o receio? De que se tem tanto medo, que até para sentir uma coisa boa no peito a gente se esconde?

Vê, não há um erro nesse mundo, mas há de se pesar o valor de tudo para que tudo possa realmente valer a pena.


Abide, dwell, flower

Posted: September 17th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Deitar em você é descansar num entardecer que não pára nunca. Nem sim, nem não: nem repouso, nem movimento. Onde a gente começa e tudo termina?

Pausa.

Mais éons, menos éons e você um dia vai se entender que não há nada sobre o que estar. Você, o mundo e o estar não são pensamentos confiáveis, acredite.

- Eu vou chegar lá pela prática.
- Toda prática é de mentira, monge.
- Bah, cansei… você não acredita em coisa alguma… do que adianta?
- E se a gente não acreditasse em coisa alguma? E se todas as nossas crenças se dissolvessem agora? Se nós, simplesmente, as deixássemos cair… o que sobraria?
- …
- Toda prática é de mentira, monge.

Um dia, uma hora, hoje, nesse exato momento.


Quem te fala, te aceite

Posted: September 10th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Barulho surdo na rua de uma sexta-feira plácida. Vontade morta, comércio vivo.

O homem sentado no meio fio contempla consciente os navios do trânsito, mas não percebe a jovem que o observa do outro lado da rua.

Atravessar: mini saia primaveril e encaracolados silenciosos bailando no caos.

Quando ela passa ao lado, Mateus levanta a mão:

- Tens um trocado não, moça bonita?

- Tenho…

- Eu também – ele emenda – quanto queres tu por um sorriso?

- …

Começa a chover bem fininho.

Entre a frieza das gotas molhando os falsos egos presentes, as moedas resolvem parar na mão estendida, e o sorriso, nas bocas desacreditadas.


Sketchbook baunilha

Posted: August 30th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Maristela passa o dia a cheirar lírios multicor.

Nem pensa, nem destrai.

Maristela é um soluço,

E só rima quem não entende nada.


There’s no me, trust me

Posted: August 20th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

O sol na janela parabeniza o acordar. Luz, cor, vibração, natureza buddha, mantra-brahman: cheiro de café com leite e pão assado. Sabe como é?

Não há porquê. Realmente.

- É que eu queria, eu poderia, e um dia foi, e um dia vai ser, um dia, uma hora…
- Hahahaha!

Um dia sim, ma belle. E esse dia, quando chegar, vai ser agora mesmo, nesse mesmo instante. Nem um a mais, nem um a menos.

Phat!


Sententrional do sul

Posted: July 24th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 3 Comments »

Vem cá e me conta mais. Uma novidade, uma dor, um passeio de consciência, um amor… conte-me uma história de mentira, uma história de um corpo luminoso embebido no vazio das vogais e consoantes. We’re all insight, me compreendes?!

Pois não importa. Nada importa.

Só quero te ouvir contar algo.

Qualquer algo.

Um algo bom e impuro.

Um algo que faça desse dia lindo, um continuum menos pão com manteiga…