Dezembro sem raízes, sempre a podar
December 19th, 2007
Lado vem, lado vai.
Mas qual é a verdade última, monge? Ouve, que eu digo honestamente mais uma vez, mesmo sabendo que você não vai entender.
A mais pura e última verdade é a tua natureza. Ela não tem forma, não tem limite e não tem tempo. Não existe, não vai existir, nem nunca existiu outra coisa além dela. Ela sempre esteve aí, nunca foi embora e mesmo assim, você nunca a quis perceber e prefere estar perdido nas suas distrações e brincadeiras de karma por milhões de éons sem fim.
Todos os teus termos bonitos, tuas teorias, tuas concepções e até a tua procura por uma verdade última fazem parte dessas distrações que só te levam para longe da coisa mais próxima e verdadeira que você tem.
Não se pode encontrar a verdade, monge. A verdade não está em lugar nenhum que você resolva procurar. Você é um cachorro correndo atrás do próprio rabo.
- Mas…
- Lá vai você de novo.
- …
- Lá vai você de novo.
- …
- Au-au! Hahahaha!

4 comments on “Dezembro sem raízes, sempre a podar”
01
querido, obrigada por estes dois posts mais recentes.
02
se serviram, é porque já estavam aí
03
E quem está perdido? o monge ou o poeta?
Não sei, apenas caminhos opostos ao meu ver.
04
você só pode se perder se está a procura de um lugar
Leave a Reply