Dezembro sem raízes, sempre a podar

December 19th, 2007

Lado vem, lado vai.

Mas qual é a verdade última, monge? Ouve, que eu digo honestamente mais uma vez, mesmo sabendo que você não vai entender.

A mais pura e última verdade é a tua natureza. Ela não tem forma, não tem limite e não tem tempo. Não existe, não vai existir, nem nunca existiu outra coisa além dela. Ela sempre esteve aí, nunca foi embora e mesmo assim, você nunca a quis perceber e prefere estar perdido nas suas distrações e brincadeiras de karma por milhões de éons sem fim.

Todos os teus termos bonitos, tuas teorias, tuas concepções e até a tua procura por uma verdade última fazem parte dessas distrações que só te levam para longe da coisa mais próxima e verdadeira que você tem.

Não se pode encontrar a verdade, monge. A verdade não está em lugar nenhum que você resolva procurar. Você é um cachorro correndo atrás do próprio rabo.

- Mas…
- Lá vai você de novo.
- …
- Lá vai você de novo.
- …
- Au-au! Hahahaha!

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4 comments on “Dezembro sem raízes, sempre a podar”

  1. 01

    querido, obrigada por estes dois posts mais recentes.

    Carol at December 22nd, 2007 around 3:04 pm
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  2. 02

    se serviram, é porque já estavam aí ;)

    lanusse at January 4th, 2008 around 4:26 pm
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  3. 03

    E quem está perdido? o monge ou o poeta?
    Não sei, apenas caminhos opostos ao meu ver.

    Tiê Lima at February 13th, 2008 around 10:32 am
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  4. 04

    você só pode se perder se está a procura de um lugar ;)

    lanusse at February 13th, 2008 around 12:39 pm
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