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Too lazy to be ambitious, I let the world take care of itself. Ten days' worth of rice in my bag; a bundle of twigs by the fireplace. Why chatter about delusion and enlightenment? Listening to the night rain on my roof, I sit comfortably, with both legs stretched out. - Zen Master Ryokan (1758–1831)

Abide, dwell, flower

Posted: September 17th, 2007 | Author: | Filed under: Textos | 4 Comments »

Deitar em você é descansar num entardecer que não pára nunca. Nem sim, nem não: nem repouso, nem movimento. Onde a gente começa e tudo termina?

Pausa.

Mais éons, menos éons e você um dia vai se entender que não há nada sobre o que estar. Você, o mundo e o estar não são pensamentos confiáveis, acredite.

- Eu vou chegar lá pela prática.
- Toda prática é de mentira, monge.
- Bah, cansei… você não acredita em coisa alguma… do que adianta?
- E se a gente não acreditasse em coisa alguma? E se todas as nossas crenças se dissolvessem agora? Se nós, simplesmente, as deixássemos cair… o que sobraria?
- …
- Toda prática é de mentira, monge.

Um dia, uma hora, hoje, nesse exato momento.


4 Comments on “Abide, dwell, flower”

  1. 1 lia said at 11:49 pm on September 26th, 2007:

    aqui mesmo nesse minuto e em todo os outros dessa vida de reencontro.
    te amo e de tanto amar…

  2. 2 lanusse said at 5:58 pm on September 27th, 2007:

    Som de quem consente :)

  3. 3 li said at 8:32 pm on October 16th, 2007:

    um dia desses estava andando na rua, debaixo de um sol superquente, pensando no que se vê do lado daí enquanto eu vejo chuva. lembrei que tenho muita saudade de você e tenho vergonha disso porque te conheço tão pouco.

    esse é um exorcismo contra a mentira de que falas. aparências não valem à pena não é? não valem o esforço. taí. gosto de você.

  4. 4 lanusse said at 8:24 pm on October 17th, 2007:

    é li, a gente se inibe por tanta coisa inventada, né? perda de vida danada deixar essa questionamento todo atrofiar o sentir… brigado pelo carinho. beijo e abraço grande pra tu! :)


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