Too lazy to be ambitious, I let the world take care of itself. Ten days' worth of rice in my bag; a bundle of twigs by the fireplace. Why chatter about delusion and enlightenment? Listening to the night rain on my roof, I sit comfortably, with both legs stretched out. - Zen Master Ryokan (1758–1831)

O Tao e a difícil arte de engolir cápsulas

Posted: October 6th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

O mundo sempre foi dos loucos de coração e eu sempre me achei um em construção. Ainda não consegui chegar lá. Sou uma tentativa em andamento, sabe? Das mal feitas. Mas talvez por essa razão tenha me casado com a mais bela da espécie. M. Inquieta e bela como o mar em ressaca, sendo e esperando calmaria a caminho, ali no horizonte. É ver e se conectar pra entender.

B, você é tão bonita nos meus sonhos… por isso queria que soubesse de antemão, verdade seja dita, o que o maior e mais perfeito monte de palavras juntas nunca conseguirá explicar: M. de manhã, iluminando o dia… seus sons, seu movimento ritmado e a sobrancelha ensimesmada contemplando o espelho mudo, coitado. Ele, claro, um silêncio só… sem palavras, né?

A fish swims like a fish
A bird flies like a bird
Dogen speaks as it is
Some people care about useless things
The wise see, listen and rejoice


c’est juin

Posted: August 7th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

sem medo nem documento invento.
e o meu gosto por porquês alivia.
santo remédio é um olho verde de verdade.
insinua.
o cheiro então nem se fala.


O que importa é

Posted: July 15th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | 2 Comments »

Sonhei com 3 meninas, ontem.
E uma delas me olhava os olhos, curiosa.

Os tempos são outros.
As respostas não.

Os maiores problemas não são os maiores.
Presta atenção.


Quasar

Posted: July 7th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Falar, beber, esconder.
Chuva, pão e formiga vermelha.
Aquilo que dá cor e perfume à violeta.
Eu sei.

Não deveria dizer certas coisas.
Mas parei.
E gostei.


Blood, not funny

Posted: July 5th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

A serena melancolia do querer: quanto mais, menos interessante fica.
Não há mesmo tempo restante para grandes explicações.
Ou noções.

Um aceno com a cabeça.
Um levantar lábio.
Um pensamento que se dissolve.
Em si.

Segue o frio lá fora e um morno aqui dentro espreguiça.

Enquanto sento, tudo é.


narizinho

Posted: June 22nd, 2011 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

mato, matinho e caatinga
dos verdes secos ela entende mais que tu.
betina é assim, uma dor boa dentro da gente.
mas há de se prestar atenção aí, bocó
porque ela diz manhã com os olhos abertos
ou fechados só por querer.
e pronto.


not here, not there

Posted: June 21st, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

era tarde, mas ainda havia.
senão flor, uma foto, um seilá quedado, dos bons.
e a vida deixou de ser complicada quando na imaginação.
e os segundos encarados na sua naturalidade inerente.
e o problema deixou de ser o outro.
chovia, água.
solvia, clarão.


gráfico&estrábico

Posted: February 21st, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

tem dias que o teu azul é melhor do que o céu.
ou o meu.
já outros dias não.
são brancos.
dias de também, sabe?
acendo por dentro ali.
desligo aqui.


mood:error

Posted: February 18th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

como uma carranca de sabão no olho.
algo meio torto, meio doce, meio santo.
o tempo passa, clichê.
e ela vai me dar com um gato na cabeça até o gato miar.
sento.
sinto.


Deita

Posted: February 10th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Ela é linda e mesmo assim*.

*Mesmo assim é uma paisagem: jasmin.


Caatinga tea

Posted: February 8th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

O céu é aqui, mas é sempre preciso dizer alguma coisa.
Um tanto de coragem, um que de determinação.
Atenção.
Certos teclados são mais suaves do que outros.
Outros ainda, veludo.


Uno de los dos

Posted: February 7th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

A língua reclama, algo no peito lamenta, mas nem por isso decido acreditar em paixões e histórias de jornal.

É que a vida me parece um sinal de trânsito: motoristas, pedestres e pensamentos descompassados ditando o caminho, ingenuamente cheios de razão.

Não importa.

O que importa é que nasci para algum tipo de passarinho ou de vegetação rasteira, mas ainda não descobri qual.

Aí, decido por um voo sem milagres, momentâneo, isento de verdades alheias e pessoais.

Alguém discorda and I agree, you know.

Deus se mantém rindo de mim, e eu dele.


Empanado, enlatado

Posted: January 19th, 2011 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

O tempo passa e pouca coisa. É chato. Ou é isso mesmo então.
Para uns é tão fácil, acontece. Graça. Já outros.
Procura-se o eu e encontra-se o ser. Ainda, nada acontece.
Seu tempo, meu tempo.
Todos os valores não passam de um capricho.
E mesmo assim…


Useless

Posted: September 22nd, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Aberto, exposto, sem nuvens. Um louco ainda querendo ser, mas por pouco.

Senta e prevê: quando todas as máscaras caem, o que resta é um sorriso.


Pelo sim, pelo não

Posted: September 21st, 2010 | Author: | Filed under: Textos | 1 Comment »

Viver fora do tempo tem suas peculiaridades. É feito canto de bentevi igualzinho: os momentos todos juntos se entreolham sem pé nem cabeça.

Não preciso do fim para chegar. – Ele disse.

Ela sorriu.

No meio de cada pessoa existe o ser sem centro nem periferia.


Mar interno

Posted: September 16th, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Desempedida como o espaço universal, ela dança esbanjando sua espontaneidade-chuva. Perguntar pra quê, ela pergunta.

Dentes de musgo crescem sobre a pele seca: o coração avisa que é chegada a hora.


Luminância

Posted: September 15th, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

As pessoas-fenômeno falam discussando de uma maneira tão cheia de vazios que eu me pego querendo ser assim. Estúpido. Discordante. Entediante. Desenvolto.

Desejo ser louco e gritar sem ter porquê. Mas não rola. Ou demora. Acho que só os loucos entendem, de verdade, que no mundo, na vida e no amor, não há nada para ser entendido. O morrer explica tudo.

Mar plácido, formigas em festa.

Aqui, esperando, tento não cair nas minhas próprias conversas, nem deixar que elas caiam de mim.


Lomo blue

Posted: July 1st, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

- E o amor?

- O que é que tem?

-…

Algumas palavras não tem ossos na língua.


Paraguas transparente

Posted: June 17th, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Minhas convicções não são feitas de açúcar. São feitas de algo ainda mais efêmero, flexível e aconchegante.

Quanto mais se perde, mais se existe. Quanto mais medo, mais verdade.

Nem toda a certeza do mundo importa.


Inner fire allover

Posted: April 28th, 2010 | Author: | Filed under: Textos | No Comments »

Certo de que o tudo e o nada são pontos de vista absoletos, ele espera.

- Todos os fenômenos são feitos de flor. Todos os fenômenos são feitos daquele espaço acima do oceano numa tarde de sábado…
- Até o eu?
- Não. O eu é feito de algodão doce… mas no fundo dá no mesmo, monge.
- …

Nenhuma coisa em especial e todos os momentos ao mesmo tempo: a melhor postura de yoga é elevar os cantos da boca em direção ao céu.