Posted: October 6th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
O mundo sempre foi dos loucos de coração e eu sempre me achei um em construção. Ainda não consegui chegar lá. Sou uma tentativa em andamento, sabe? Das mal feitas. Mas talvez por essa razão tenha me casado com a mais bela da espécie. M. Inquieta e bela como o mar em ressaca, sendo e esperando calmaria a caminho, ali no horizonte. É ver e se conectar pra entender.
B, você é tão bonita nos meus sonhos… por isso queria que soubesse de antemão, verdade seja dita, o que o maior e mais perfeito monte de palavras juntas nunca conseguirá explicar: M. de manhã, iluminando o dia… seus sons, seu movimento ritmado e a sobrancelha ensimesmada contemplando o espelho mudo, coitado. Ele, claro, um silêncio só… sem palavras, né?
A fish swims like a fish
A bird flies like a bird
Dogen speaks as it is
Some people care about useless things
The wise see, listen and rejoice
Posted: August 7th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
sem medo nem documento invento.
e o meu gosto por porquês alivia.
santo remédio é um olho verde de verdade.
insinua.
o cheiro então nem se fala.
Posted: July 15th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | 2 Comments »
Sonhei com 3 meninas, ontem.
E uma delas me olhava os olhos, curiosa.
Os tempos são outros.
As respostas não.
Os maiores problemas não são os maiores.
Presta atenção.
Posted: July 7th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Falar, beber, esconder.
Chuva, pão e formiga vermelha.
Aquilo que dá cor e perfume à violeta.
Eu sei.
…
Não deveria dizer certas coisas.
Mas parei.
E gostei.
Posted: July 5th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
A serena melancolia do querer: quanto mais, menos interessante fica.
Não há mesmo tempo restante para grandes explicações.
Ou noções.
Um aceno com a cabeça.
Um levantar lábio.
Um pensamento que se dissolve.
Em si.
…
Segue o frio lá fora e um morno aqui dentro espreguiça.
Enquanto sento, tudo é.
Posted: June 22nd, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | 1 Comment »
mato, matinho e caatinga
dos verdes secos ela entende mais que tu.
betina é assim, uma dor boa dentro da gente.
mas há de se prestar atenção aí, bocó
porque ela diz manhã com os olhos abertos
ou fechados só por querer.
e pronto.
Posted: June 21st, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
era tarde, mas ainda havia.
senão flor, uma foto, um seilá quedado, dos bons.
e a vida deixou de ser complicada quando na imaginação.
e os segundos encarados na sua naturalidade inerente.
e o problema deixou de ser o outro.
chovia, água.
solvia, clarão.
Posted: February 21st, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
tem dias que o teu azul é melhor do que o céu.
ou o meu.
já outros dias não.
são brancos.
dias de também, sabe?
acendo por dentro ali.
desligo aqui.
Posted: February 18th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
como uma carranca de sabão no olho.
algo meio torto, meio doce, meio santo.
o tempo passa, clichê.
e ela vai me dar com um gato na cabeça até o gato miar.
sento.
sinto.
Posted: February 10th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Ela é linda e mesmo assim*.
…
*Mesmo assim é uma paisagem: jasmin.
Posted: February 8th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
O céu é aqui, mas é sempre preciso dizer alguma coisa.
Um tanto de coragem, um que de determinação.
Atenção.
Certos teclados são mais suaves do que outros.
Outros ainda, veludo.
Posted: February 7th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
A língua reclama, algo no peito lamenta, mas nem por isso decido acreditar em paixões e histórias de jornal.
É que a vida me parece um sinal de trânsito: motoristas, pedestres e pensamentos descompassados ditando o caminho, ingenuamente cheios de razão.
Não importa.
O que importa é que nasci para algum tipo de passarinho ou de vegetação rasteira, mas ainda não descobri qual.
Aí, decido por um voo sem milagres, momentâneo, isento de verdades alheias e pessoais.
Alguém discorda and I agree, you know.
Deus se mantém rindo de mim, e eu dele.
Posted: January 19th, 2011 | Author: Lanux | Filed under: Textos | 1 Comment »
O tempo passa e pouca coisa. É chato. Ou é isso mesmo então.
Para uns é tão fácil, acontece. Graça. Já outros.
Procura-se o eu e encontra-se o ser. Ainda, nada acontece.
Seu tempo, meu tempo.
Todos os valores não passam de um capricho.
E mesmo assim…
Posted: September 22nd, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Aberto, exposto, sem nuvens. Um louco ainda querendo ser, mas por pouco.
Senta e prevê: quando todas as máscaras caem, o que resta é um sorriso.
Posted: September 21st, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Viver fora do tempo tem suas peculiaridades. É feito canto de bentevi igualzinho: os momentos todos juntos se entreolham sem pé nem cabeça.
Não preciso do fim para chegar. – Ele disse.
Ela sorriu.
No meio de cada pessoa existe o ser sem centro nem periferia.
Posted: September 16th, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Desempedida como o espaço universal, ela dança esbanjando sua espontaneidade-chuva. Perguntar pra quê, ela pergunta.
Dentes de musgo crescem sobre a pele seca: o coração avisa que é chegada a hora.
Posted: September 15th, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
As pessoas-fenômeno falam discussando de uma maneira tão cheia de vazios que eu me pego querendo ser assim. Estúpido. Discordante. Entediante. Desenvolto.
Desejo ser louco e gritar sem ter porquê. Mas não rola. Ou demora. Acho que só os loucos entendem, de verdade, que no mundo, na vida e no amor, não há nada para ser entendido. O morrer explica tudo.
Mar plácido, formigas em festa.
Aqui, esperando, tento não cair nas minhas próprias conversas, nem deixar que elas caiam de mim.
Posted: July 1st, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
- E o amor?
- O que é que tem?
-…
Algumas palavras não tem ossos na língua.
Posted: June 17th, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Minhas convicções não são feitas de açúcar. São feitas de algo ainda mais efêmero, flexível e aconchegante.
…
Quanto mais se perde, mais se existe. Quanto mais medo, mais verdade.
Nem toda a certeza do mundo importa.
Posted: April 28th, 2010 | Author: Lanux | Filed under: Textos | No Comments »
Certo de que o tudo e o nada são pontos de vista absoletos, ele espera.
- Todos os fenômenos são feitos de flor. Todos os fenômenos são feitos daquele espaço acima do oceano numa tarde de sábado…
- Até o eu?
- Não. O eu é feito de algodão doce… mas no fundo dá no mesmo, monge.
- …
Nenhuma coisa em especial e todos os momentos ao mesmo tempo: a melhor postura de yoga é elevar os cantos da boca em direção ao céu.